Réplica (27.05.2012 na Casa das Beiras em Lisboa)

Réplica

Um Amigo perguntou-me:
– Tens escrito?
Respondi-lhe prontamente:
– Quase em fúria!
Tenho escrito todo o dia!
Acordo de manhã cedo
Escrevo até me cansar…
Passeio para relaxar
E volto a escrever novamente.
A minha maior liberdade
É escrever, escrever, escrever…
Deixo de sentir o vazio
Que paira na minha cabeça
Quando começo a recordar…
Não posso esquecer o passado,
Mas não quero afundar-me nele.
Fico com manchas na pele
Da dor que me percorre o corpo.
Não quero o espírito morto
Porque tenho tanto para escrever…
O meu interior é um tumulto
Que acalma quando se solta,
Quando coloca no papel
Versos soltos ou com rima.
E num repente dou conta
Estou em alta, estou em cima.
Meu astral até flutua!
Vem a noite, espreito a Lua,
Sonho que um novo dia virá
E mal dou conta, ali está
O Sol a beijar-me o rosto!
É assim que o mundo me quer
Sorridente, forte e bela.
As palavras são o alimento
Que me dão força e coragem
Para ser Poeta e Mulher!

Filipa Duarte in Sedução e Utopia